Junta de Freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo       





Feiras e Mercados   

Feiras e Mercados:

Na Memória Paroquial de1758, nesse ano ainda não havia feira nesta Freguesia. Porém, em 1813, solicitaram os santacatarinenses ao Príncipe Regente autorização para fazerem uma feira anual a fim de, com o rendimento do respectivo terrádego, aumentarem o culto que já então prestavam a Nossa Senhora das Dores, pedido a que o Regente respondeu do seguinte modo: 

"Faço saber que os moradores da Freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo, termo da Comarca de Tavira, Reino do Algarve, me representaram que sendo às Terras muito necessário, assim para a comodidade e utilidade dos Povos, como para aumento do Comércio que era uma das razões dos Impérios, pretendiam os suplicantes erigir naquela Freguesia uma Feira anual no dia em que cair a terceira Dominga de Agosto, sendo aplicado o rendimento do terrado em que se fizesse a Feira para aumentar o culto de Nossa Senhora das Dores que ali se costuma festejar no dito dia, de cuja Feira resultaria grande vantagem a todos os Povos que aí concorressem com os seus gados, géneros e fazendas, assim como a todos os compradores que precisassem prover-se, promovendo-se e facilitando-se, assim, mais o Comércio e animando-se a Indústria e a Agricultura. Como porém não podiam estabelecer a dita Feira sem Provisão, me pediam me dignasse conceder-lha para poderem estabelecer a referida Feira em o dito dia e aplicarem o mencionado rendimento a tão Pio e Religioso fim. E visto seu requerimento e a informação que se houve pelo Provedor das Comarcas do Reino do Algarve, com audiência da Câmara, Nobreza e Povo da cidade de Tavira, que uniformemente convieram no estabelecimento da mencionada Feira e que o rendimento do terrado fosse para o culto de Nossa Senhora das Dores, sendo arrematado em praça como era o de São Francisco e (da) Boa Morte, e se para o futuro por negligência dos devotos se não fizesse a festa de Nossa Senhora com a decência e pompa devida, ficar o Senado (da Câmara de Tavira) com o direito de puxar o seu rendimento para o Concelho, e acrescentar a Câmara, em sua resposta, além do que fica dito, que em atenção ao empenho do Concelho e não ter com que satisfizesse as funções a que fica(?) ligado, fosse para o mesmo Concelho a metade do rendimento do terrado, e a outra metade para o culto de Nossa Senhora, passando porém esta para o mesmo Concelho quando se não fizesse a festa na forma dita, sendo sobre tudo ouvido o Desembargador Procurador da Coroa. Ao que atendendo, Hei por bem conceder aos suplicantes a licença necessária para o estabelecimento da Feira de que se trata, sendo esta feita em o terceiro domingo do mês de Agosto de cada um ano, em o Largo ou recinto da Igreja que lhe fica próximo, sendo aplicado todo o rendimento do terrado para o culto da referida Imagem de Nossa Senhora das Dores, sem restrição alguma". 
(Provisão Régia de 30-8-1813 averbada a folhas 201-verso do livro 5.º do registo das provisões da C.M. de Tavira existente no Arquivo Histórico da CMT). 

Face à resposta régia de 30-8-1813 esta Freguesia passou a ter feira anual desde de 1814, pese embora o facto de, mais tarde, a mesma ter passado a chamar-se "mercado", pelo que consta da acta de 24-8-1889 da Junta da Paróquia. 

Mas a partir de 1926 passou a realizar-se aqui também um Mercado mensal no segundo domingo de cada mês, o qual tinha lugar nas imediações da Igreja, como se lê na acta de 6-9-1926 da Junta da Freguesia. Mercado que nos anos quarenta se transferiu para a quarta segunda-feira de cada mês, segundo consta de um edital camarário de 21-7-1948. Hoje tem o mercado mensal de Santa Catarina lugar no quarto domingo de cada mês, não já nas imediações da Igreja mas num terreno que a Câmara Municipal de Tavira adquiriu para o efeito no lugar do Estreitinho junto da EN 270 (acta de 27-1-2001 da Assembleia da Freguesia). Para além do Mercado mensal há a referir que presentemente dispõe a sede desta Freguesia de instalações para o mercado diário, situadas na Rua Francisco Sá Carneiro, muito próximas do edifício-sede da Junta da Freguesia. Instalações que terão sido construídas nos anos sessenta do novecentos, dado que em 25-2-1960 oficiou a Câmara Municipal de Tavira à Direcção Geral da Administração Política e Civil do Ministério do Interior, pedindo autorização para que a Junta desta Freguesia pudesse empregar cem contos que possuía, proveniente da venda de baldios, na construção de um Mercado no qual se vendesse peixe que ao tempo se vendia nas ruas, com os inconvenientes que daí resultavam para a saúde pública. 

Argumentava a CMT que embora lhe coubesse o direito de ser ela a construir esse mercado, não tinha possibilidades financeiras para o efeito nessa ocasião. O certo, porém, é que havendo desaparecido o livro de actas da Junta respeitante ao período 1960-1967 e bem assim o registo da correspondência expedida pela Junta respeitante a esse e outros períodos, onde certamente se mencionaria a construção daquelas instalações, não é possível apurar a data em que essa obra se realizou. 

Na actualidade a Feira anual de Santa Catarina continua a ter lugar no mês de Agosto, no dia 25, no mesmo local em que se realizam os mercados mensais.




Festas

Festa de Nossa Senhora das Dores: (Meses de Agosto), desde 1813. 

Festa da Padroeira: (25 de Novembro) 

Festa do dia 1.º de Maio, é uma tradição muito antiga no Algarve não se sabendo a sua origem, desde 1994 que esta festa se realiza no lugar da Umbria um parque de lazer para realização dos festejos do 1.º de Maio de cada ano, e desde então passou a Junta a promover ali essa festa popular na qual se incluem baile, exibição de ranchos folclóricos, comes e bebes, etc 

Festas dos Santos Populares, estes festejos são hoje de cunho pagão, perdendo-se no tempo a sua memória. Têm lugar na véspera e no dia de cada um dos santos chamados populares: Santo António, São João e São Pedro, (12 e 13, 23 e 24, 28 e 29 de Junho). Nas noites daquelas datas reúnem-se os moradores nas ruas em volta de mastros que aí levantam e enramalhetam com murta, e, à luz de fogueiras de alecrim, ceiam em comum e bailam os mais jovens. Isto sem contar com bailes organizados de que também há notícia se terem realizado nessas noites nesta Freguesia, nomeadamente da iniciativa da Casa do Povo e da Associação de Jovens. 

Festa do Largo, é este o nome que os santacatarinenses dão aos festejos que anualmente realizam na sua Aldeia, sede da Freguesia, no mês de Julho em determinado dia, não fixo, e que tem por fim distrair os emigrantes naturais destas redondezas que naquele mês costumam vir de férias visitar os seus familiares. 

Dela se encarrega o Clube Recreativo local, com a colaboração de cidadãos seus conterrâneos. Evidentemente que,não se tratando de uma festa tradicional, o seu principal objectivo é arrecadar algum dinheiro com vista à manutenção do Clube organizador. Até porque os emigrantes gostam de botar figura publicamente, abancando nas mesas que a organização para o efeito coloca no Arraial



Folclore

As Charolas, o nome de Charolas é moderno quando aplicado aos grupos que, pelo Natal e Ano Novo costumam cantar de porta em porta ao Deus Menino. Isto porque nos anos trinta do século XX chamavam-lhes aqui "Quadrilhas” nos dias de Ano Novo passou-se a realizar na sede desta Freguesia um "desafio de Quadrilhas de Janeireiros, disputando-se um prémio monetário para aquela que melhor se apresentasse tanto em cânticos como em música, sendo a Quadrilha da Sociedade de Santa Catarina quem nos representava desde então, actualmente passou a ser a Casa do Povo. 

Marchas Populares, julga-se que a 1ª marcha popular surgiu em 1948 por Dona Maria de Lourdes Mascarenhas Neto. Embora já anteriormente aqui se exibissem danças de velhos, de crianças e de pastores. 

Mais actualmente a Dona Maria Vitorina de Jesus Gago, criou e ensaiou nesta Freguesia outra Marcha, agora de juvenis, que viria a servir de incentivo aos mais crescidos que, nos anos seguintes, têm ombreado galhardamente nas Festas da Cidade de Tavira com diferentes marchas deste Concelho. 

O Rancho Folclórico: 
A sua fundação surgiu a 23 de Junho de 1979 pelo esforço e empenho de Ezequiel Manuel Gago Brito, que foi seu director durante os primeiros cinco anos, tendo o seu trabalho sido continuado por José Flaviano Cruz Palma, Oliverio Manuel Encarnação Vairinho e desde o ano 2000 por Carlos Manuel Viegas Sousa. 
O seu objectivo foi desde sempre a ocupação dos tempos livres dos jovens e menos jovens, bem como a divulgação da cultura, através das danças, cantares, usos e costumes da sua terra. 
Os seus trajes representam as vestes típicas do “lagareiro”, do “agricultor, do “trabalhador da cerâmica”, da “lavadeira”, ou do “casal de domingueiros” entre outros. 
O seu repertório baseia-se sobretudo nos bailes de roda e corridinhos, danças tradicionais do Algarve, não deixando no entanto de fazer a sua incursão numa valsa ou numa marcha. 
Ao longo da sua existência o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Santa Catarina da Fonte do Bispo, conta no seu palmarés com inúmeras actuações e participações em Festivais de Folclore de norte a sul do país, incluindo ainda algumas digressões a Espanha e França.

Última actualização: 2014-04-03

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